segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

BBB 12 - Que MERDA é essa? Absurdo!!!


O suposto estupro: não existe amor no BBB

“O amor é lindo”. Com essa frase o apresentador Pedro Bial resumiu o assunto do dia na internet e nas mesas de bar Brasil a fora. Um assunto sério, chato e pesado para caramba. Um suposto caso de estupro em um programa de TV. Uma coisa que não tem graça. Um escândalo. Ponto.

Um dos participantes teria supostamente abusado sexualmente de uma moça enquanto ela dormia apagada, bêbada. Horrível.

Acontecer um abuso no BBB não me surpreende tanto assim.  Infelizmente. Na edição passada, um dos participantes  descreveu em detalhes como um amigo seu fazia “mulher sangrar” durante a transa. Assisti ao vivo. E aquilo foi uma aula de violência contra a mulher (essa frase é chata, e esse texto não tem como não ser chato, foi mal aí).

A Globo tentar abafar o caso também não me surpreende. Vocês esperam mesmo que a rede de TV esclareça o assunto claramente? Gente, o BBB é um PRODUTO feito para a família brasileira e existe até boneco do programa vendido na parte de brinquedo das lojas infantis!

Chocante é ver o cinismo de Pedro Bial tentando ignorar o assunto. E também o machismo que correu solto na internet o dia inteiro ao se falar do caso.  “Quem bebe além da conta não tem do que reclamar no dia seguinte. Se quer respeito, aprende a beber”, escreveu um blogueiro com milhares de seguidores.

Se passou a mão na bunda, quem mandou, o vestido era muito curto”. A culpa é da mulher, claro. Ela que não beba. Ela que use burca. Resumo do dia: cinismo e machismo.

Não, não existe amor no BBB.

Reportagem Nina Lemos: Estadão.com

Sou a favor de  prisão para o cara , sabendo que na prisão estuprador vira mulher. Quero mais que o projeto lei  sobre a castração química seja aprovado.

19 aroma @ sabor:

  1. O título do post diz tudo. E ainda tem audiência uma porcaria dessa...
    Att.,
    Luks

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  2. Luks

    Temos que de uma forma ou de outra fazer pressão para mudar isso.

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  3. Desde ontem vivo esse assunto em intensidade... Nem tenho mais palavras...
    Beijo, beijo! ;)
    She

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  4. She,

    Tem sim. Tem palavras sim. Precisamos delas para dar destino certo a isso.

    ¨Vem vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera aocntecer.¨

    É fazer acontecer.

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  5. ;) Já falei demais no TT, no meu Facebook e no meu Blog, foi isso que eu quis dizer querida, agora é aguardar... Já briguei, já esbravejei, já me revoltei... Enfim!
    Bjbj

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  6. Força ai, fazendo a tua parte e eu a minha, por um Brasil onde a Justiça se faça.

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  7. Eu, apesar de homem, também sou a favor da castração química para esse tipo de delinquentes caso seja provado que ele realmente tenha estuprado essa a moça, mas é pena que essa sentença não seja recíproca. É que eu já vi muita moça dizendo que foi estuprada/violada mas na hora consentiu, e depois para a policia dizem o contrário atendendo a cada situação (tipo quando o cara nao quer mais nada com ela).

    Numa sociedade democrática o que é feito para punir o homem, também deveria ser para a mulher de igual forma. Por exemplo as sociedades muçulmanas (que eu repudio ao máximo) têm uma coisa tão grotesca como essa da castração química dos homens, que se chama excisão genital, a excisão do clitóris, ou seja a sua retirada, feito para punir mulheres adúlteras, criminosas ou então mentirosas. Eu sou veementemente contra isto mas se a democracia e a igualdade do homem e mulher são para se respeitar, estas sentenças têm que ser ambas postas em prática. E agora te pergunto, concordas com as duas, ou concordas só com a castração química do homem, como a maioria das mulheres concorda?!

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  8. Boa questão Martini.

    Para mim elas são diferentes, pois estão vinculadas a situações diferentes. A mutilação genital da mulher pelo que eu saiba é indiscriminada, pois a cultura em que está inserida não é igualitária, e a mutilação faz parte da castração do prazer, um não direito feminino nestas culturas, a mulher não pode ter prazer, ela é subserviente ao homem. A questão do adultério, por exemplo, a pena só é concedida a mulher, é unilateral, e pelo que eu saiba a pena é de apedrejamento. Então a própria cultura não é igualitária. Na nossa cultura, por exemplo, o adultério não é crime.

    Sempre que se pensa em questões inerentes a cultura, elas devem ser analisadas dentro da própria cultura e não em relação à outra cultura, pois a forma de pensar é diferente, são parâmetros diferentes e não comparáveis.

    No Brasil há um projeto lei com relação à castração química para casos de pedofilia, principalmente. O estupro sempre foi alvo de especulações quanto ao desejo feminino, já que este não é manifesto de forma clara quanto à ereção do pênis no homem. A mulher quis ou não quis? Facilitou ou não facilitou? Provocou ou não provocou? Há um jogo de poder evidente entre homem e mulher na questão do desejo e do controle do desejo.

    Quando um estuprador é preso no Brasil ele vira mulher na prisão. Há um senso de justiça na cadeia que diz o seguinte, se esse cara tiver em liberdade ele pode pegar a minha mãe, a minha irmã, a minha filha, a minha mulher... Então já viu... eu acho mais que justo que isto aconteça.

    Na questão da violência doméstica no Brasil muito se fala do papel da mulher, e são casos complexos que eu acredito que devam ser analisados caso a caso, sendo que uma coisa, nunca pode justificar a outra. Explico, é que nestes casos atribuem à fala ferina da mulher, ou as implicâncias e tormentos que uma mulher pode causar a um homem como justificativa da violência. Então tu imaginas que um cara pode dar um murro em uma mulher porque ela o atormentou. O cara pode meter fogo, como fez o sujeito que ateou fogo na Maria da Penha, lei esta (violência doméstica) que recebe o nome em homenagem a uma mulher que foi incendiada pelo companheiro.
    Penso que uma coisa é o crime e que a outra é uma questão de poder, e que ambas estão entrelaçadas, e que se há de ter sabedoria no julgar. Mas sempre dentro da mesma cultura, sob os mesmos parâmetros.

    Ah... lembrei daquele caso de jornal que colocastes lá no Eco de Saturno sobre um cara que foi mantido em cativeiro por uma mulher que o alimentava e dava para ele Viagra e ainda ¨obrigava-o¨ a fazer sexo com ela. A coisa é séria, mas dá vontade de rir desta situação. Sabe por quê? Com certeza ela pode ser presa por manter em cativeiro uma pessoa, mas jamais por submeter um homem a fazer sexo obrigado, qualquer médico desbanca isso. Nenhum medicamento produz desejo no homem, e para que o homem tenha uma ereção ele precisa ter desejo. Mas ela poderá ser presa por manter em cativeiro aquele homem. Não tem jeito, o fato é que um homem pode obrigar uma mulher a fazer sexo, mas uma mulher não obriga um homem a fazer sexo com ela.

    Este caso do BBB 12 me fez lembrar alguns casos de pacientes em coma no hospital que aparecem grávidas, ou seja, alguém fez sexo com elas, estando elas inconscientes. Sem dúvida uma barbárie humana.
    Voltando e respondendo, caso uma mulher infrinja a lei e cause dano a um homem, ela deve pagar por isso, assim como um homem, cause dano a uma mulher, ele deve pagar por isso.

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  9. Carolina, concordo com a retirada! Mas na verdade, postei no Face a seguinte combinção:

    Receita bombástica: confinamento + muitooooo álcool + mídia global + pessoas!

    Na verdade, o descontrole tem imperado no BBB há muito tempo!!! O programa constroe um caixa explosiva...e a tendência é só piorar. Buscam ibope...e como já são 12 anos...a tendencia é maior provocação e descontrole.A responsabilidade, em primeira instância, é da própria emissora que potencializa o descontrole. Agora, ele vai ter que conviver com essa loucura que foi instalada. E a emissora...sai ilesa!

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  10. Correção: A pena de morte por apedrejamento é igualitária nesses países tanto para homens como para mulheres.

    Se à lei da justiça Europeia-Americana só se pode ver a lei de acordo com a cultura e com a sociedade em questão, terás que admitir que então a lei europeia-americana é uma lei que previlegia a mulher e não o homem e assim é tão discriminatória como a muçulmana é para a mulher. Eu sei que em sociedades muçulmanas a lei é machista. Se eles viam um casal de turistas e a mulher é loira tentam logo negociar com o companheiro dela em camelos para ficarem com ela, entre outras barbaridades árabes, mas a questão da castração química do homem e da excisão do clitóris é a mesma coisa, e ou se aceitam as duas ou não se aceita nenhuma, tendo por base a igualdade dos direitos humanos, por isso garanto-te que essa lei da castração química nunca irá passar exatamente por esse motivo, é discriminatória.

    Vou-te dar outro exemplo porque demagogia não é comigo. Em algumas viagens que fiz já tive a oportunidade de ter casos com algumas dessas mulheres de fora e juro por Deus que nunca fiz nada que não fosse consentido por elas, agora imagina que alguma delas no dia seguinte fazia queixa na policia contra mim e me denunciava por estupro? Que fizessem exames médicos e concluissem que tinha realmente havido contacto sexual?! Em que situação eu ficaria sem ter culpa alguma?!

    É por causa disto que hoje na Europa cada vez existem menos condenações por estupro mesmo que algumas sejam reais, e muitas dessas moças quando denunciam casos desse género a primeira coisa que a policia lhes faz é o teste do alcool e drogas, e caso seja positivo, mesmo que avance para a justiça elas quase sempre perdem. É tal e qual voce ir dirigindo um carro mas bebeu, alguem bate em voce e ele é culpado, mas quando a policia vem e faz exame do alcool, se voce tiver alcool perde logo, mesmo que nao tivesse culpa do acidente. É a mesma coisa.

    Eu nao conheço direito essa história do BBB mas pelo que li, houve uma noite de farra lá e depois presumidamente aconteceu algo, forçado ou não. Se fosse na Europa a policia faria logo um teste de alcool ou drogas a essa moça e caso se verificasse que tinha alcool ela perderia logo. Pode não ser uma lei justa em todos os casos, mas apura mais a verdade.

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  11. Lauren

    Tens toda razão. Esse tipo de ¨experimento humano¨ é uma receita bombástica, mas ninguém está lixando para ética. Penso que deveria ser proibido tais programas.

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  12. Não sei se podes colocar a lei européia e a americana juntas, penso que são diferentes, mas me falta conhecimento em Direito para te apontar exatamente em que pontos. Posso pesquisar...

    Não vejo na justiça americana o privilegiar a mulher. A Lei em sua letra pode até ser justa, mas em sua prática tem um gap. O que vigora em toda sociedade humana e é a lei mais antiga é a que os mais fortes têm poder sobre os mais fracos. Poder e dinheiro. E pela lei do poder o homem branco é o que manda, tendo ele ascensão social, riqueza.

    Então pelo que tu mesmo dizes nenhum homem precisa ficar preocupado com a questão do estupro, pois a dificuldade de ser considerado crime é tamanha, a não ser que a vítima venha a morrer e então se prove que ouve além de outras agressões a sexual também o que servirá de agravante ao crime. Neste caso é melhor que o cara deixe a mulher suspirando de desejo, mas viva.

    Penso que transar na Europa está cada vez mais perigoso, caso aconteça de uma mulher venha ser forçada ao ato, danou-se ela provar que foi. Caso ela tenha ido a uma balada e tenha bebido... está ferrada. Lembra daquele caso que contaste do sujeito em uma festa como uma garota... Não tenho nenhum pensamento bom nesta hora.

    Concordo plenamente que o sujeito que bebeu e pegue no volante para dirigir deva ter carteira de motorista e carro apreendidos na hora. Sou totalmente a favor da Lei Seca. O Brasil perde muita gente nova vítima de álcool no transito. Não dialogo com isto em hipótese alguma. É insana qualquer abertura de precedência. Tem que ser assim. É questão de vida, e a vida precisa ser preservada.

    Quanto ao BBB 12 ele estava alcoolizado e teve forças para transar com ela forçando-a, ela alcoolizada ficou apagada e não teve forças para reagir. Ambos estavam alcoolizados, isto não justifica o uso de álcool só da parte dela. A questão é que ela estava inconsciente, é o mesmo precedente de pessoas em coma, ou até mesmo da necrofilia, que é uma parafilia, ou seja transar com um morto, a violação de um corpo, sem que a pessoa consinta, em estado de inconsciência, e isso é brutal. Foi isto que chamou a atenção dos internautas, qualquer pessoa em estado de sanidade ficaria chocada. O BBB 12 foi argüido pela Polícia Civil e policiais entraram na casa e levaram o Daniel. Isto a Rede Globo não mostrou. Ele vai responder por isso. Assim que funciona aqui, e que se faça justiça.

    E tem mais, não justifica que um cara alcoolizado dirija, não justifica que um cara alcoolizado bata na mulher e filhos. Não justifica.

    Não aceito a mutilação feminina, pois acho que uma forma clara de controle do desejo feminino, de não permitir o prazer à mulher, e voto na castração química, pois acredito que estupro e pedofilia são crimes, mesmo que a castração química só cubra casos de pedofilia. É um primeiro passo. Não têm cura as parafilias. Não tem cura, se o cara tiver contato com o que o excita de forma totalmente insana ele vai fazer de novo. Compulsão não tem cura. Compulsão tem tratamento.

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  13. OMG!!! Que parvoíce.
    Olha, nem sei o que te diga.

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  14. As leis devem ter algumas diferenças mas na essência não variam assim muito, a única coisa certa é que a lei é cega e nem sempre protege a vítima.

    As sentenças em relação ao estupro/violação têm mudado muito desde que a libertinagem feminina se tornou mais evidente, logo ficou cada vez mais difícil de provar se alguma coisa foi consentida ou não, daí a pouca condenação, que na maior parte das vezes fica como pena suspensa de prisão ou indenização. Na minha opinião deveria haver mais condenações mas cada caso é um caso e eu não estou com isto a defender esse cara, para mim se for provado que agiu contra o consentimento dela que seja preso e que vire menina na prisão. Também julgo sensato a castração química de pedófilos, agora se isso for aplicado a todos os outros casos de não-pedófilos é punitivo, ele não voltará a fazer outra assim mas tb não terá mais desejo sexual, tal como tu referiste no caso de ser uma mulher e como tal não concordas que lhes façam isso. Acho isso parcial. Portanto, ou se faz para ambos ou não se faz a nenhum, para não discriminar.

    Enfim, só espero que haja um mínimo de justiça nesse e em outros casos semelhantes.

    PS: Você lembra bem meus posts :) Em relação a esse que abusou de uma moça num casamento, nunca mais ouvi falar dele nem o quero ver mais à frente.

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  15. Marta,

    São casos como estes que acontecem no dia a dia e que revoltam, mas acredito que a indignação de um povo pode muito.

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  16. Martini,


    Concordo com a cegueira da lei, afinal este é o símbolo da justiça, embora se refira ao Princípio da Equidade Aristotélico.

    "A verdadeira igualdade consiste em tratar-se igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, à medida que se desigualem" Aristóteles. Ouve um momento na história em que era impensável a igualdade entre os Homens; um segundo momento, quando houve o início do reconhecimento da igualdade entre os humanos. Já na época atual, vivemos a idéia de que a igualdade se mostra atrelada à idéia de justiça, e é onde se encaixa o Principio da Equidade, que é a visão aristotélica de igualdade.

    De fato a mudança de comportamento feminino tem tornado mais dificultoso o julgamento para os casos de estupro, e com isto se torna difícil o julgar aplicável a pena de castração química para estes casos.

    Concordo com o teu pensamento quanto ao se tornar parcial. Uma linha tênue e difícil.

    Quanto a minha memória ela tem por hábito me ser eficaz, portanto lembro sim do que dizes a mim e do que leio por lá :)

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  17. De acordo contigo na generalidade e satisfeito por termos alcançado um consenso maior em relação a esta questão da igualdade de género face à lei, e sobre isto gostaria de te sugerir este post de um blog que por vezes toca nas "feridas sociais" como mais ninguém faz http://omarxismocultural.blogspot.com/2012/01/quando-igualdade-ja-nao-interessa.html

    Ele acaba falando no quanto a "igualdade de género" acaba por prejudicar os homens e as mulheres, cada um na sua medida.

    Existe um filme que sai hoje http://www.imdb.com/title/tt1568346/
    aqui e que aborda também a questão dessa igualdade estar a desfavorecer as mulheres. Eu assistirei já hoje, porque é de um dos realizadores que mais aprecio, David Fincher. Este artigo de uma jornalista da revista Visão também é ilucidativo disso http://clix.visao.pt/os-homens-que-odeiam-as-mulheres-nao-ha-besta-sem-senao=f643249

    onde ela refere, numa alusão a algumas cenas do filme "Aí a gélida, paritária e organizada Suécia é vista como um faroeste com neve. Onde os rancheiros são os políticos corruptos, os xerifes os polícias ineficientes, e os fora-da-lei predadores sexuais. Naquele que é considerado o melhor país do mundo para uma mulher viver, há estatísticas, simultaneamente, arrepiantes: quatro mil violações por ano num universo de 9 milhões de habitantes. Com mais um milhão de habitantes, Portugal não ultrapassa a 500 por ano. Mas é claro que é preciso ter em conta as modalidades jurídicas que configuram casos de violação na Suécia (como as relações sexuais não consentidas de que foi acusado Julien Assange) e o facto de em Portugal apenas se contabilizarem as denunciadas.

    Ou seja, a igualdade foi levada a um ponto que as mulheres destes países muito desenvolvidos passaram a ser tratadas em tribunal de forma igual a um homem, não respeitando diferenças de ordem psicológica nem mesmo biológica que existirão sempre. Não sendo favorável à mutilação para mulheres e a pena de morte para homens nestes casos, como acontece no mundo muçulmano, a Europa tá chegando a um ponto de total caos social e de falta de valores preocupante.

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  18. Li o texto indicado ¨Quando a igualdade já não interessa¨ que versa sobre o acidente do navio italiano, bem como o texto da revista que fala do filme que ainda entrará em cartaz por aqui receberá o título de ¨Millennium: Os homens que odeiam as mulheres, de David Fincher.

    Primeiramente quero destacar um trecho da postagem do blogue Marxismo Cultural.

    ¨Desde o princípio da Criação que o homem está construído para ser o protector e provedor de mulheres e crianças. Essa tendência natural do homem está embutida nele; não é uma construção social e nem é algo que se aprende; é algo que ele é.¨

    Não existe tendência natural, tudo é cultural, uma construção social, portanto aprendido. A Antropologia e a Psicologia Cultural desbancam fácil o fato de dizer que é uma tendência natural dos homens, como se os homens fossem naturalmente protetores, não mesmo, quando o foram, foi porque a cultura os ensinou, para perpetuação da espécie. Naturalmente todo ser humano é narcisista, ou seja, voltado para o próprio umbigo.

    Se não vejamos uma história real acontecida tempos atrás aqui no Brasil, que remete a ¨tendência natural da maternidade¨, onde se acredita que a mulher naturalmente protege e se apega a prole. E o que aconteceu no caso da mãe que jogou a filha dentro de um saco na Lagoa da Pampulha, Minas Gerais, em 2006, (http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI1357804-EI5030,00-Mae+acusada+de+atirar+bebe+em+lagoa+e+julgada.html)? Ninguém entendeu, tendo em visto a posição sagrada da mulher que é conservada pela Igreja Católica, que é vinculada à virgem Maria. Maternidade é um processo biológico e aprendido pela mulher. Filho não vem com manual e mãe aprende a ser mãe, assim como pai aprende ser pai. Portanto há mãe e mães, há pais e pais, e há mulheres e homens diferentes. Diferentes como pessoas e diferentes enquanto gênero, e como tu mesmo disseste às diferenças que existem e vão continuar existindo.

    A mulher teve algumas prioridades (sera?) em algumas situações na história, não em todas, e em algumas culturas, não em todas. Convém lembrar que dentro de um mesmo cargo empregatício o homem geralmente ganha mais que uma mulher, em Hollywood os astros ganham mais que as estrelas. E a mulher, em nome da maternidade sempre foi muito sacrificada em seus desejos dentro de casa, primeiro os filhos, e ai daquela que não coloca em primeiro lugar o filho, é considerada uma mãe desnaturada. Isto é cultural, aprendido.

    Penso que há dados que não tem como discutir, como por exemplo, os homens têm mais força física que as mulheres e as mulheres é que engravidam e parem os filhos. A força física é uma vantagem e ter filhos é outra. As mulheres manipulam muito o fato de serem mães, e gerarem filhos. Não desconsidero isto.

    Mas na questão do naufrágio e em todas as calamidades o que vale sempre em relação ao Direito é o Direito a vida. E por isso as mulheres grávidas e crianças têm prioridade. Este Direito é tão importante que ele implica em muitas questões na medicina. Se tiver que escolher entre um paciente e outro se salva o que tem mais chance de sobreviver, e se tiver que escolher entre mãe e filho, se salva em primeiro lugar a mãe.

    Concordo com o que tu escreves quando dizes ¨ o quanto a "igualdade de género" acaba por prejudicar os homens e as mulheres, cada um na sua medida¨, mas penso que a pessoa que escreveu o texto não pensa assim. No meu entendimento do que ele escreveu é que diante do feminismo ele deu um foda-se geral para as mulheres.

    Particularmente eu não apóio o feminismo e nem o machismo. São posições extremistas e no final da questão tendem a ser desumanos, uns com os outros, uma guerra de poder e força, que tem lá o seu lado ridículo e tem lá o seu lado sujo e desmedido, de briga por poder até as últimas conseqüências.

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  19. Quanto ao filme estou a pensar se vou ver. Não sou apologista de filmes violentos. Cuido do que a minha mente absorve. Aprendi isto com a Psicologia, sei bem as conseqüências para a mente de imagens e informações. Em tempos idos eu já me interessei por Psicologia Forense, mas penso que tudo isto é um lixo desmedido e prefiro por escolha trabalhar o sistema familiar, mesmo que individualmente, mas com o foco no sistema, pois acho que posso ver resultados.

    Saindo um pouco das questões centrais abro aqui um parêntese para falar de informações lidas e pré-percebidas, pensei em várias coisas como, por exemplo, na investigadora que mais parece um andróide, uma figura atípica, não expressa um feminino, mas algo meio camaleão, talvez a protegê-la, um disfarce, uma justiceira, uma mulher meio homem, que agrega alguns elementos históricos culturais para lhe dar força enquanto personagem. Interessante. Também fiquei a observar como o relacionamento homem e mulher se dá no filme, na parte em que o investigador aparece com uma mulher que se aproxima dele, certamente relações que devem conter poder, aliás, como de sempre. Fecho o parêntesis.

    Quanto ao que interessa os dados que a reportagem traz sobre o filme levanta questões sobre a violência contra a mulher, realmente me surpreendeu que a Suécia tivesse um percentual tão alto, quase a metade da população feminina, "46% das mulheres suecas foram sujeitas a violência por parte de um homem", um absurdo! Já havia ouvido falar que o índice de maior violência contra a mulher se dá Holanda. Brabo isso.

    Também me chamou atenção esta colocação sobre o ódio racial, uma espécie de rancor de gênero sexual. Penso que isto tende a aumentar, devido à característica individualista da sociedade atual. E também resultado das múltiplas formas de expressão sexual, certo é que não sejam somente os homens que não gostam de mulheres, mas que se tenham adeptos nas mais diversas formas de manifestação do desejo, no universo da sexualidade humana.

    Fiquei a pensar que estas coisas começam na família, explico. Uma criança negligenciada pela mãe, (ou cuidadora do sexo feminino), abusada pela mãe, ou que tenha passado por alguma forma de violência precoce causada por algum adulto cuidador do sexo feminino, tenderá a odiar as mulheres. O mesmo se dá para os casos em que tiver sido mal tratada por um adulto do sexo masculino, tenderá a odiar os homens. Ou se precocemente a criança ouça constantemente que as mulheres não prestam, ou que os homens são maus, com isto ela tenderá a ter uma opinião formatada e direcionada para este ódio.

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