segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

¨Mas o que de fato aconteceu...¨

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Neste final de semana ao andar pela cidade ouvi uma conversa destas que se ouve de passagem, e lá pelas tantas soou em meus ouvidos uma expressão que uma vez ou outra se faz ouvir, que é a seguinte, ¨mas o que de fato aconteceu...¨ Fiquei com esta expressão a pensar, parece que a narrativa vai se dando até que alguém a toma para si, fazendo uso da mesma como a um instrumento de corte, e desde então passa a dominar a atenção do que vai se narrar a partir dali, e todo o resto, o que fora anteriormente dito, passa como que por encanto a ser colocado de lado. A mente humana passa a se deixa levar dando um crédito maior ao que virá a seguir do que o que foi anteriormente dito. É o caso de muitos ouvintes que deixam-se levar e esquecem que se tratando de relacionamento humano o que vale é que ambos estão implicados, ou seja, 50% de um e 50% do outro. Lembrando que, quando há prejuízo de uma das partes, seja em que nível for, o caso irá a julgamento, onde serão ouvidas ambas as partes, e julgadas mediante a comprovação dos fatos que terão por base a lei. Sem deixar de falar que a mídia manipula a opinião pública, utilizando muitas vezes de expressões como estas ao narrar os fatos. Portanto, é bom ficar atento as manipulações verbais, sabendo que existe a outra parte daquela história, e que deve ser considerada, bem como levar em conta que cada um dos envolvidos, quer queiram ou não estarão implicados na mesma.

6 aroma @ sabor:

  1. Realmente é verdade, Carolina! Costuma dar-se mais valor à versão mais recente dos factos! Ser-se imparcial requer análise de todas as partes independentemente do factor temporal!

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  2. Ser imparcial é muito difícil, muitas vezes deixamos nos levar pelas novas versões internas.

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  3. Nunca reparaste que quando alguém retrata uma discussão que teve (para além de ter sempre razão) se representa com uma voz calma e o oponente com voz exaltada? Beijoca!

    PS: respondi à tua questão sobre o pau de dois bicos!

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  4. Rafeiro,

    É verdade, até a entonação da voz denuncia as artimanhas.

    Vou lá, fiquei curiosa.

    Beijoca

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  5. Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto ;)

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  6. Marta,

    Eu diria que mal acrescenta, ou interpreta conforme o gosto do freguês.

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